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domingo, 31 de janeiro de 2021

BASTIDORES: GRAVANDO O EP "HELL OF THE LIVING DEAD"

Quando a banda foi formada, o pensamento era de termos composições boas o suficiente para gravar uma demo. E shows só com ao menos um set mínimo de meia hora. Com ensaios frequentes, e o entrosamento ficando cada vez mais forte, já começamos a pensar em registrar parte de nossas músicas.  



Entramos em estúdio para gravar o que seria o EP "Hell of a Living Dead", em outubro de 2009. O estúdio era o antigo MD, localizado na ladeira dos Barris. O produtor foi Sidinei Falcão, também guitarrista da Blessed In Fire, e antigo amigo do Val Oliveira. 




Tivemos uma prévia reunião com Sidinei, explicando a sonoridade que desejávamos para nosso primeiro material. A gravação levou um tempo considerável, até por que a banda estava começando a fazer shows, compondo mais. E era a primeira experiência de Henrique, Louan e Drica gravando. O processo foi explicado a eles. Foram gravados guias para as músicas e as faixas escolhidas foram "Hell of the Living Dead", "The End", "Operation: Exterminate!" e "Drinking Blood". 




As gravações correram sem maiores complicações, durante o final de 2009 e inicio de 2010. No meio do processo surgiu a possibilidade de lançar o material como um split, num acordo com duas distros do interior da Bahia, a Holocaust Prod. e a Headcrusher prod. 



 

O split seria com uma banda russa, a Hell´s Thrash Horseman. O material seria distribuído no Brasil e na Rússia. Val agilizou contatos e acordos por myspace e email. Cada parte entraria com um valor para financiar a produção do cd de forma profissional e oficial (nada de cd-r e capa xerocada). Nesse meio tempo a banda resolveu fazer uma promo, com versões cruas,  e mandar para a Roadie Crew, para saber se a sonoridade seria aprovada.


Por conta desta resenha, muita gente pensa que essa demo foi realmente lançada, mas apenas uma cópia foi enviada para a revista, portanto não faz parte da discografia da banda.

Enquanto as negociações iam adiante, e a fabrica dos cds foi escolhida (Nadir Calvir), o nome do split foi definido: "Pain is Inevitable"" A capa ficou por conta de Val Oliveira e Wilson Jr, ambos formados na Escola de Belas Artes da Bahia. A técnica foi tinta acrílica e colagens (mista).


O material da banda russa tinha como bônus um cover do Testament, e foi sugerido que gravássemos um cover. Escolhemos um de nossa maior influência, o Sepultura, e a musica era um cover que já tocávamos: "Mass Hypnosis".

 




Como já estávamos como um quinteto, voltamos ao estúdio para gravar o cover, dar uma polida e acrescentar elementos ao que estava gravado, além do novo integrante, Gustavo Martins, gravar backing vocals em todas as faixas, dando uma nova textura a elas. 




A gravação do cover foi em dezembro de 2010. Mas houve um impedimento por parte de Louan, que não poderia gravar naquele período. A solução foi convidar alguém. Val chamou Rafael Santiago, que quem já tinha tocado em vários projetos anteriores, como a Knightrider.



A parte gráfica estava toda pronta, com encarte com artes de todos os dois splits, fotos e demais informações. O encarte da RATTLE não tem uma foto de todos juntos por que Louan faltou no dia marcado para a sessão de fotos. A solução foi fazer uma montagem, com fotos de todos separados como num mural de desaparecidos em meio a um apocalipse zumbi. 




 

Agora era mixar tudo, os dois Eps, enviar a documentação exigida e pagar a empresa replicadora. Aí surgiu um problema: o calote da Headcrusher. Com o material ja enviado, o dono da Headcrusher fingiu depositar o valor acordado, mas ao invés disso, o que o banco abriu no envelope eram cartelas de loteria. Mil desculpas foram inventadas, mas o problema nunca foi resolvido (até os dias de hoje!). Val assumiu o prejuízo e o CD foi finalmente prensado e lançado em 2011. Infelizmente consta no encarte os créditos da Headcrusher, como uma lembrança de que nem todos são totalmente confiáveis no negócio da música.