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Rock on Stage: "Tales Of The Dark Cult " entre os melhores lançamentos nacionais do ano de 2015.

RATTLE citado entre os melhores lançamentos nacionais do ano de 2015!! "No lado do Thrash Metal então é quase um ultraje citar alg...

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Review no site Rebel Rock

Eis que o debut do RATTLE chega ao mercado via Shinigami Records. Vencedor da promoção que envolvia as bandas que participaram da coletânea Hellstouch, lançada em 2012 pela gravadora, por meio de voto popular, o que lhe deu o direito a gravar um full lenght, o grupo soube aproveitar a oportunidade, Praticando um death metal com uma forte influência do thrash metal dos anos 80 e 90, aliando peso e brutalidade, bateria e baixo na escola mais direta e um tanto quanto reta, vocais guturais e letras que se encaixam no contexto do título do álbum, a banda acerta a mão e presenteia os apreciadores do metal da morte com um grande trabalho.

                         O grupo baiano, composto por Val Oliveira (vocal), Henrique Coqueiro (guitarra), Daniel Iannini (baixo) e Eric Dias (bateria), lança TALES OF THE DARK CULT, que foi produzido por Marcos Franco e possui uma sonoridade bastante peculiar e de acordo com a proposta que sua sonoridade necessita. Guitarras carregadas de fúria e bem timbradas, cruas e ditando o rumo das composições. E a arte gráfica, principalmente a capa, ficou muito legal, lembrando as velhas HQ's de horror que fizeram, e ainda fazem, a alegria de muitos. O trabalho contou com algumas participações especiais. Anton Naberius (Eternal Sacrifice), Lord Vlad (Malefactor) e Julio "Nikkury" Cesar (Metropolis/The Endless Fall) trouxeram suas contribuições ao trabalho.

                         The Embodiment of Evil, abre o trabalho e traz uma narração do mestre do horror Zé do Caixão que dá um toque de classe á faixa. Classe no sentido de horror, é claro. Veloz, densa e com um instrumental bem trabalhado e pesado, a música já entrega as características do som do grupo, num mix entre o death e o thrash. The End inicia pesada, com riffs típicos do thrash americano e que se diferencia pelo vocal mais gutural de Val Oliveira. A terceira faixa, Semper Fi, já tem uma pegada com riffs death metal, mas com passagens que nos remetem aos grandes nomes do thrash alemão. E isso acaba sendo um dos grandes diferenciais da banda, pois consegue passar essa versatilidade sem soar embolado ou desconexo. The Call of Duty também se destaca. Vocal urrado e pegada forte nas guitarras, aliados a um solo cheio de veneno, fazem da faixa um dos grandes destaques do trabalho! Destaque também para o entrosamento do baixo/bateria, onde Daniel Iannini e Eric Dias mostram boa técnica. Operation: Exterminate inicia com os dois pés na porta, imprimindo velocidade. Um solo na medida, mostra que Henrique Coqueiro sabe dosar bem suas influências entre os dois estilos.

                        Whispers é uma faixa bastante direta. Pesada e veloz, talvez seja a faixa mais death metal do trabalho. Last Standing Man volta a trazer uma pegada mais thrash, com riffs dessa escola. Os vocais de Val Oliveira merecem destaque, pois mostram variações interessantes. Mais um belo solo bem old school. Na seqüência, Pay to Enter, Pray to Exit, na minha opinião, a melhor faixa do cd. Como esquecer, ao ler esse título, do filme "Pague para entrar, Reze para sair"? Com guitarras que mostram uma influência de metal tradicional, e com uma pegada, porque não dizer, rock n' roll, a faixa mostra que o grupo, além da capacidade técnica, possui uma variedade nas composições. Refrão "fácil" e solo bem estruturado dão á faixa uma cara diferente. Hell of The Living Dead inicia com uma narração, seguida de um riff acelerado. Com passagens mais cadenciadas e alternando com outras mais rápidas, a faixa mantém a boa seqüência do álbum. InSomnia: The Sleep of Reason Produces Monsters é instrumental e antecede o final com a longa The Dark Cult. Com grande variação na sua execução, onde o peso do baixo e bateria se destacam, a música mostra que o grupo tem grande futuro.

                       O RATTLE mostra em debut que sabe dosar corretamente suas influências que vão do thrash ao death metal. E que não se restringe somente á elas, pois podemos perceber ecos de metal tradicional em sua sonoridade. Um álbum de estréia que dá indícios de grande futuro. Que os próximos lançamentos venham a confirmar essa expectativa!




Sergiomar Menezes (Rebel Rock)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A espera finalmente acabou!

Publicado anteriormente no site Soterorock (22/09/2015)

Este último sábado foi dia do lançamento oficial do disco de estréia da RATTLE, "Tales of the Dark Cult", e o Portal Soterorock foi conferir o que aconteceu na festa, que ainda contou com as bandas Acanon e Portal. Ocorrida em um bom horário, uma matinê, o evento atraiu bastante gente para o Dubliners Irish Pub e rendeu performances interessantes para quem estava presente.

            Primeira a subir no palco e apresentando nova formação, a Acanon tocou desfalcada do seu baixista, mas nesse caso menos foi mais. Quando o grupo começou o show eu estava afastado do palco e com várias pessoas na minha frente e não percebi que a banda tocava só com a dupla de vocais, o baterista e o guitarrista.
O som estava impressionantemente pesadíssimo e muito bem tocado, a guitarra e a bateria tomaram bem o espaço sonoro do lugar, ganhando volume sem piedade. Antes deles anunciarem que estavam sem o baixista achei ser interessante essa formação diante do peso sonoro que os quatro estavam fazendo. Imagine como seria com o time completo! Abriram bem a festa.

            Depois entrou a Portal, que curiosamente também estava sem a presença do seu baixista. O inicio da apresentação sinalisava que este não seria um show tão bom, ou empolgante, mas mesmo assim não deixou de ter o seu valor. Ao contrário da banda anterior, a Portal não tinha um som volumoso e acabou sofrendo com isso em alguns momentos quando entrava um solo de guitarra e se percebia a necessidade de mais um instrumento para preencher a musica, que ficava nitidamente vazia. Mas mesmo assim eles seguiram, o esforço dos integrantes foi louvavel e arrancaram alguns timidos aplausos.

           
 Encerrando o evento, a RATTLE fez o show do seu mais recente trabalho, que estava há muito tempo aguardado por fãns. Levando mais tempo para ficar pronto por conta da troca de integrante da banda, o Tales of the Dark Cult foi muito bem recebido e festejado, ganhando uma boa receptividade ao vivo dos admiradores e tendo um empenho exemplar dos seus autores. Isso proporcionou uma performance mais calorosa e mais agitada da banda, que dialogou bem com o público. Bem fiel às versões do estúdio, o conjunto iniciou os trabalhos com a intro de Zé do Caixão e se destacou em faixas como Whispers, Hell of the Living Dead e Call of Duty, um problema técnico no microfone foi logo resolvido e as rodas de pogo finalmente se fizeram presentes no local.
            Foi um bom encerramento de evento e uma bom lançamento de uma obra feita com um bom nível de qualidade e que teve uma boa atenção de quem foi prestigiar o grupo. O tempo de aguardo aumentou as expectativas sobre o lançamento disco, mas isso nem de longe foi um problema. A banda afinada e bem entrosada atendeu ao que cada um ansiava ali, colocando um final à longa espera.


Resenha de "Tales of the Dark Cult" no Jornal A Tarde - Caderno 2

Resenha de "Tales of the Dark Cult" no Jornal A Tarde - Caderno 2 (22/09/2015)

ENTREVISTA AO PROGRAMA “ROADIE METAL” DISPONÍVEL PARA AUDIÇÃO

Fonte: Press Release /foto: Mário Batista.
  
Daniel Iannini, baixista da banda baiana RATTLE, foi entrevistado no programa Roadie Metal no dia 03 de outubro. 


O músico falou entre outros assuntos, do seu álbum de estreia “Tales of the Dark Cult”, lançado este ano pela Shinigami Records.  



Roadie Metal, A Voz do Rock é apresentado por Gleison Junior. 

 
Ouça:



Gravado no Revolusom Stúdio (Salvador/BA) por Marcos Franco, que já trabalhou com bandas como Malefactor, Behavior e Confiteor, “Tales of the Dark Cult” apresenta 11 músicas inspiradas nos universos literários, cinematográficos e de quadrinhos de horror e ficção cientifica como podemos ouvir em ‘The Embodiment Of Evil’ (uma homenagem ao personagem Zé do Caixão do diretor José Mojica Marins), ‘Call Of Duty’ (inspirada pela história de quadrinhos Área de Segurança Gorazde de Joe Sacco sobre a guerra de Bósnia) e ‘Operation: Exterminate!’ (Uma clara referência ao filme Terminator de James Cameron). 

 A arte do álbum foi feita pelo vocalista Val Oliveira e tem em cada uma das suas páginas uma clara referência a uma das músicas que compõem o álbum, enquanto que a capa é uma homenagem aos quadrinhos da EC Comics, como Tales of the Crypt e traz o sacrifício oferecido aos Grandes Antigos, inspirada na obra de Lovecraft. 
O trabalho contou com as participações especiais de Anton Naberius (Eternal Sacrifice) nas faixas ‘Call Of Duty’ e ‘Operation: Exterminate!’, Lord Vlad (Malefactor) em ‘The Dark Cult’ e finalmente Julio Cesar (Metropolis/The Endless Fall) em ‘Hell Of The Living Dead’. 

O CD já está disponível na loja virtual da gravadora no seguinte link http://bit.ly/1T6PaCV e em todas as lojas especializadas.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

ÁLBUM DE ESTREIA EM JORNAL BAIANO


A banda baiana RATTLE é um dos destaques da edição de hoje, 15 de setembro, do Caderno 2+ do jornal baiano A Tarde. Na matéria, assinada por Chico Castro Jr., a banda conta um pouco da trajetória até chegar à gravação e posterior lançamento do seu álbum de estreia “Tales of the Dark Cult”, disponível via Shinigami Records. Adquira o seu exemplar nas bancas do estado (versão digital só para assinantes).

Segue abaixo a transcrição:

REVELAÇÃO DO METAL BAIANO, RATTLE LANÇA PRIMEIRO ÁLBUM COM SHOW SÁBADO

Promessa do glorioso heavy metal baiano, o quarteto Rattle lança neste sábado, com um show no Dubliner’s, seu primeiro e aguardado álbum, Tales of the Dark Cult.

E os caras chegam com moral: o CD saiu pelo especializado selo paulista Shinigami Records, o maior do Brasil hoje, responsável por lançar no mercado nacional os álbuns novos dos grandes nomes contemporâneos do gênero, como Arch Enemy, Deicide, Gojira, Iced Earth etc.

Tem mais: “Participamos de uma coletânea da Shinigami (Hellstouch, 2012), que tinha um concurso:  a banda mais votada teria um álbum lançado pelo selo. Nós ganhamos”, conta o vocalista Valmar Oliveira, o Val Oliver.

Em 2103, os caras entraram no estúdio para gravar o tal disco, que só agora vê a luz do dia. O que houve? O de sempre: “Ah, falta de grana, troca de integrantes. Trocamos de batera. O novo, Eric, teve que regravar tudo do zero, ouvindo os arranjos sem bateria”, diz.

No álbum, a banda formada por Val, Eric Dias (bateria), Henrique Coqueiro (guitarra) e Daniel Iannini (baixo) passeia com habilidade pelo thrash e pelo death, provavelmente os estilos mais populares do heavy metal.

“A gente tenta unir o peso do death à técnica do thrash, incorporando um ou outro elemento diferencial – sem querer reinventar a roda, mas tentando inovar um pouco”, descreve Val.

Zé do Caixão está na fita

Outro lance legal do disco é a saraivada de referências de cultura pop nas letras, que vão de Zé do Caixão (que abre o CD, recitando uma fala retirada de um de seus filmes), Stanley Kubrick, HP Lovecraft, George A. Romero, Francisco Goya, quadrinhos da EC Comics  etc.

“Quando resolvemos fazer essa música (The Embodiment of Evil), pedimos permissão a família do Zé do Caixão pra usar a voz dele. E tivemos a permissão, eles só pedem que mandemos o material para eles arquivarem”, conta.

Artista plástico formado pela Escola de Belas Artes da Ufba, Val assina a capa do CD da própria banda e de outras, como Mercy Killing e Trepanator, além de desenhar HQs de terror. Conheça seu trabalho: www.valoliveira.deviantart.com.

Show: Rattle, Acanon e Blessed in Fire / Sábado, 14 horas / Dubliner’s Irish Pub /  R$ 10 ou R$ 25 (com o Cd)

www.rattlemetal.blogspot.com.br

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Review no site Brasil METAL História




RATTLE - Tales Of The Dark Cult (2015)
Shinigami Rec. – Nac.

Curte a inserção de contos de ficção científica e horror extraídos de filmes, literatura e HQ’s na música extrema? Então não deixe de conferir o trabalho dos baianos do Rattle, a começar pela capa feita pelo vocalista Val Oliveira, que é uma homenagem a EC Comics. Até chegar ao ‘debut’ “Tales Of The Dark Cult”, o grupo teve outros lançamentos, como a coletânea “Hellstouch” da Shinigami Records, que deu início a parceria que rendeu esse primeiro álbum, graças a uma votação popular que decidiu qual das bandas da coletânea teria seu disco lançado pela gravadora. 
A produção de Marcos Franco (Malefactor, Behavior e Confiteor) atingiu um resultado satisfatório e deixou tudo soando balanceado e pesado. E quem dá as boas vindas ao ouvinte é o lendário Zé Do Caixão com sua fala inicial do clássico filme “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” (1964), que antecede a brutal “The Embodiment Of Evil”, uma homenagem ao Coffin Joe - como é conhecido mundialmente. “Call Of Duty” é inspirada em “Área De Segurança Gorazde”, uma história em quadrinhos de Joe Sacco, e “Operation: Exterminate!” é baseada no filme de James Cameron, “Terminator” (intitulado no Brasil como “O Exterminador Do Futuro”). Ambas tiveram a participação de Anton Naberius (Eternal Sacrifice). O instrumental do grupo é calcado no Thrash Metal, principalmente os riffs do guitarrista Henrique Coqueiro, enquanto que o vocal gutural de Val traz a força do Death Metal. 
No geral, há músicas curtas e diretas e outras bastante extensas (mas não cansativas) e intrínsecas, com passagens velozes e técnicas. Um destaque em especial é o baixista Daniel Iannini que, com a qualidade da produção e do timbre que usou, desempenhou um ótimo trabalho, formando uma cozinha de alto nível com o baterista Eric Dias. Lord Vlad (Malefactor) e Julio Cesar (Metropolis e Endless Fall) são outros que também participaram desse belo material. 

Amigo, pague para ouvir e reze para não viciar!

Leandro Nogueira Coppi



TRACKLIST:
1- The Embodiment Of Evil
2- The End
3- Semper Fi
4- Call Of Duty
5- Operation: Exterminate!
6- Whispers
7- Last Standing Man
8- Pay To Enter, Pray To Exit
9- Hell Of The Living Dead
10- Insomnia (The Sleep Of Reason Produces Monsters)
11- The Dark Cult

LINE UP:
Val Oliveira – vocal
Henrique Coqueiro – guitarra
Daniel Iannini – baixo
Eric Dias – bateria


LINKS RELACIONADOS:
www.rattlemetal.blogspot.com.br/
www.facebook.com/RATTLEMETAL
www.youtube.com/user/RATTLEMETAL
www.myspace.com/rattlemetal
www.reverbnation.com/rattle
www.shinigamirecords.com.br


Publicado originalmente no site Brasil METAL História


Review no Heavy And Hell




RESENHA - BANDA: RATTLE - ÁLBUM: TALES OF THE DARK CULT (2015 - SHINIGAMI RECORDS)





O que esperar de um disco que abre com uma narração do saudoso Zé do Caixão? Não tem erro, só poderia ser algo do mesmo calibre, e nisso o Rattle representa muito bem o legado do mestre do horror no Brasil.

E tocando de fato o “horror”, em seu Debut “Tales of the Dark Cult” temos uma verdadeira máquina de moer pescoços, com o poder do Death Metal aliado a energia do Thrash.

O som é maciço, pesado e agressivo, com partes estridentes e cheias de feeling. Os riffs são diretos e intrincados, assim como a cozinha que se mantem veloz e técnica, já os vocais são urrados até os ossos, fazendo as caixas de som tremerem.

A produção feita por Marcos Franco ficou em um bom nível, com a clareza necessária, mas um pouco a mais de peso não cairia mal. A parte gráfica que foi méritos do vocalista Val Oliveira remete aos anos 80, e até mesmo os quadrinhos de horror, em um trabalho bem legal e atraente.

Os destaques ficam por conta das estonteantes “The Embodiment of Evil” (que conta com a narração de Zé do Caixão), “The End” (que mais parece um rolo compressor), “Whispers” (e sua agressividade de causar torcicolo) e “The Dark Cult” (que mostra todas as facetas da banda em seus mais de oito minutos).

“Tales of the Dark Cult” não traz nada de novo, mas mostra muita personalidade e sim faz uma ótima estreia, que agradará em cheio os fãs de Thrash e Death Metal.


Links de acesso:
https://www.facebook.com/RATTLEMETAL?fref=ts
http://www.rattlemetal.blogspot.com.br/

Tracklist:
01 The Embodiment of Evil
02 The End
03 Semper Fi
04 Call of Duty
05 Operation: Exterminate!
06 Whispers
07 Last Standing Man
08 Pay to Enter, Pray to Exit
09 Hell of the Living Dead
10 Insomnia (The Sleep of Reason Produces Monsters)
11 The Dark Cult

Formação:
Val Oliveira (Vocal)
Henrique Coqueiro (Guitarra)
Daniel Iannini (Baixo)
Eric Dias (Bateria)

Publicado originalmente no site Heaven and Hell.

domingo, 30 de agosto de 2015

Review no Arte Metal



Rattle – “Tales of the Dark Cult” – 2015 – Shinigami Records (Nacional)

Parece que demorou mais para sair esse debut do que realmente foi a espera. Afinal, o Rattle se manteve prolífico desde sua fundação e este debut ficou na fila durante 6 anos apenas. Antes a banda lançou um EP, Split e participou da coletânea Hellstouch, da qual foi selecionada para lançar um CD pela Shinigami Records.

Eis que aqui está o tão sonhado full-lenght destes baianos que têm ‘sangue nos olhos’. A mescla do Thrash com o Death Metal aqui soa um tanto quanto atípica, pois a banda ainda incrementa em suas composições elementos do Metal tradicional, dando um diferencial considerável à sua música.

Diferentemente de formações mais diretas do estilo, o Rattle busca uma postura mais burocrática, variando em andamentos e dando um instrumental mais intrincado às músicas. Mas, o leitor deve ler burocrático como algo positivo aqui, pois não se trata de algo cheio de ‘embromação’, mas sim de uma música não muito direta que não aposta apenas em velocidade.

Não bastasse a técnica estabelecida, o vocalista Val Oliveira urra como poucos nos dias atuais. Com linhas inteligíveis, seu gutural é imponente e pode assustar os menos desavisados. Destaque para as faixas The Embodiment Of Evil, Call of Duty e a ‘progressiva’ The Dark Cult, dentre as 11 ótimas composições.

É importante mencionar a qualidade da produção de Marcos Franco no Revolusom Studio que conseguiu captar a essência da banda sem deixar o som modernoso demais. Melhor que a encomenda (sem ser pejorativo com os lançamentos anteriores), “Tales of the Dark Cult” é um debut que saiu na hora certa e honra o nome do Metal baiano!

https://www.facebook.com/RATTLEMETAL
https://www.reverbnation.com/rattle

8,5


Review Metal Samsara



Rattle - Tales of the Dark Cult (CD)

2015 - Shinigami Records - Nacional
Nota 8,5/10,0

Texto: Marcos "Big Daddy" Garcia


A mistura entre a brutalidade do Death Metal com a energia e técnica do Thrash Metal é algo que vemos muito no Brasil. É uma herança cultural nossa, com raízes no áureo triênio 86-87-88 do século passado. Mas o melhor disso tudo é quando vemos uma banda fugir dos clichês do gênero e dando o melhor de si, fugindo das desculpas e buscando seu espaço com personalidade. E é justamente isso que o quarteto RATTLE, de Salvador (BA), nos concede em seu primeiro álbum, "Tales of the Dark Cult", lançado pela Shinigami Records.

Resultado da promoção ocorrida com a coletânea "Hellstouch", lançada pela Shinigami Records em 2012, onde o RATTLE ganhou o direito de lançar um álbum, podemos aferir que valeu a espera por "Tales of the Dark Cult": o quarteto se diferencia de uma legião de bandas que apenas usam e remixam os velhos clichês do gênero, sem pôr nada de si na música. Com esses filhos da terra do Pelourinho, a criatividade impera, inclusive com algumas doses de melodia no meio da brutalidade, acrescentando um toque de classe ao trabalho agressivo da banda.

Produzido por Marcos Franco, a sonoridade é limpa e pesada, verdade seja dita. Mas há momentos em que os timbres das guitarras poderiam ser melhores. Óbvio que não chega a estragar o trabalho do grupo de forma alguma, apenas poderiam ter aquela famosa dose de peso extra. E a arte, feita pelo vocalista Val Oliveira ficou bem legal, focando um certo feeling de horror cru, na linha do mestre José Mojica, o querido Zé do Caixão (que aparece em "The Embodiement of Evil", tanto na narrativa quanto participando na letra).


Rattle
O quarteto sabe criar bons arranjos, verdade seja dita, e assim, suas músicas são sempre vibrantes, com uma boa riqueza instrumental. E um adendo muito legal são as letras, pois a banda tem uma gama de temas abordados ótima, mas sejamos francos: quando são baseadas em temas de horror à lá Stephen King e Edgar Alan Poe, ninguém segura a banda. E dando uma canja, temos as participações de Lord Vlad (vocalista do MALEFACTOR) em "The Dark Cult", Júlio "Nikkury" Cesar (do METROPOLIS e THE ENDLESS FALL) em "Hell of the Living Dead", Anton Naberius (do ETERNAL SACRIFICE) em "The Call of Duty", Vitor Morais no violino e Daniel Iannini nas orquestrações em " Insomnia (The Sleep of Reason Produces Monsters)", além do mestre Zé do Caixão, já citado acima.

Melhores momentos:

The Embodiment of Evil - Se não reconhecer a voz do "Horror Master" Zé do Caixão no início, você não respeita a si mesmo. Mas logo, a banda mostra uma música rápida (mas com seus momentos mais lentos e intensos), intensa e bem trabalhada, com a base rítmica mostrando ótima técnica e pesada bem pesada.

The End - Aqui, a maior parte da faixa é cadenciada e muito envolvente, mostrando um belíssimo trabalho nas guitarras, fora backing vocals ótimo e muito bem colocados.

Call of Duty - Outra com o tempo não muito rápido, focada no peso e em belos arranjos de guitarra (bastando reparar no solo), e vocais guturais intensos, mas com boa dicção.

Operation: Exterminate! - Curta e rápida, o lado mais Thrash Metal da banda está bem evidente, com aquelas guitarras em riffs ganchudos bem pesados, mas os vocais e backing vocals mostram uma dinâmica bem interessante.

Last Standing Man - Outra em que a pegada Thrash Metal se destaca bastante, embora a base rítmica mostre um trabalho bem mais bruto e intenso em alguns momentos, mas não desprovido de ótima técnica, especialmente o baixo que mostra-se muito bem.

Pay to Enter, Pray to Exit - A famosa faixa "paulada-para-tudo-quanto-é-canto", que tem uma levada que nos trás o MOTORHEAD à mente em vários momentos, inclusive no solo de guitarra. Mas reparem bem como os vocais são muito bem explorados mais uma vez.

The Dark Cult - Por passar dos oito minutos de duração, é uma faixa bem diversificada em termos de base rítmica, levando baixo e bateria a terem que mostrar uma técnica muito boa.

Valeu esperar, pois "Tales of the Dark Cult" é um belo disco, daqueles que você ouve várias vezes, e pune aquele vizinho chato seu que ou te tortura com churrascos com música alta nos fins de semana, ou aquele pentelho fundamentalista cristão que te massacra com música gospel.

É hora do acerto de contas!


Postagem original: Metal Samsara (21/08/2015)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Review no Metal na Lata


RATTLE - "Tales Of The Dark Cult" (2015) Shinigami Records
Nota: 8,5
Zé do Caixão dá início a essa sangria em forma de introdução sinistra desse que é o segundo lançamento dos soteropolitanos que fincam definitivamente os pés, mãos e alma no Thrash/Death Metal técnico e vigoroso.
Influências equilibradas de Thrash Metal americano (Slayer) e europeu (Kreator Official) nitidamente em evidência, como é caso da faixa "The End" que lembra muito "People Of The Lie" dos alemães com solos soberbos no melhor estilo do saudoso Jeff Hanneman (R.I.P).
É uma espécie de Attomica turbinado com nitroglicerina pura, graças aos bumbos duplos e vocais guturais.
Em "Call Of Duty" o pau come lembrando bastante o Amon Amarth mais veloz, provando que o Rattle não é mera cópia de todas essas bandas já citadas aqui. Eles conseguem unir o melhor dos estilos (Thrash com Death) não se repetindo por todas as onze faixas, dando ao ouvinte aquilo que todos procuram: diversidade cativante.
Produção impecável com músicos de primeira não poderia dar errado, certo?

Johnny Z.

Publicado originalmente na página Metal na Lata.